10 perguntas que todos os consultores imobiliários devem saber responder (Parte I)

Ser consultor imobiliário é muito mais do que apresentar propriedades. É, acima de tudo, saber ouvir e responder com clareza, segurança e conhecimento. Num mercado competitivo como é o imobiliário, o conhecimento técnico é tão importante quanto a capacidade de comunicar com transparência e confiança. Todos os dias, os consultores imobiliários enfrentam questões que não são apenas sobre imóveis — são sobre sonhos, investimentos, mudanças de vida. 

Neste contexto, saber responder às dúvidas dos clientes de forma assertiva e fundamentada não é apenas um sinal de profissionalismo, é também uma poderosa ferramenta de diferenciação. É aí que nasce a verdadeira confiança entre o cliente e o consultor. 

Neste artigo, dividido em duas partes, reunimos 10 perguntas fundamentais que todos os consultores devem dominar. São perguntas que surgem nas primeiras reuniões, nas visitas, nas negociações… e que, quando bem respondidas, fazem toda a diferença no percurso que terminará na concretização de um negócio bem-sucedido.  Em cada pergunta, oferecemos sugestões práticas e argumentos sólidos que pode usar no terreno, para ganhar mais confiança, maior credibilidade e fechar mais negócios. 

Esta é, sem dúvida, uma das primeiras perguntas que qualquer proprietário ou comprador coloca. É também uma das mais determinantes para o sucesso da venda. Um consultor imobiliário deve ser capaz de responder com base em dados concretos e atualizados, nunca com suposições ou palpites.

Avaliar um imóvel exige mais do que conhecer o preço por metro quadrado da zona. É preciso analisar o estado de conservação, tipologia, orientação solar, vistas, acessos, presença de elevador, estacionamento, e ainda comparar com outros imóveis semelhantes recentemente vendidos. Além disso, contar com ferramentas como estudos de mercado, relatórios comparativos e sistemas de avaliação profissional permite ao consultor apresentar uma estimativa credível, imparcial e ajustada à realidade do momento.

Quando o valor é bem justificado, o cliente sente confiança, compreende a lógica da proposta e está mais recetivo a colaborar de uma forma mais alinhada. Esta é a base de uma relação transparente e produtiva, e é também um dos principais motivos pelos quais o apoio de um consultor faz toda a diferença.

Esta é uma das questões mais frequentes e também uma das mais compreensíveis. Quando alguém decide vender ou comprar um imóvel, quer saber quanto tempo terá de esperar até concretizar o negócio. A resposta, no entanto, nunca deve ser generalista. Um bom consultor sabe que há múltiplos fatores em jogo e tem de estar preparado para os explicar com clareza.

A localização é um dos elementos mais determinantes. Existem zonas com maior procura, onde os imóveis ao preço correto se vendem em poucos dias. Noutras, o processo pode ser mais demorado. Mas há muito mais a considerar: o estado do imóvel, o preço pedido, a forma como é promovido, a conjuntura económica, a sazonalidade e até a flexibilidade negocial do proprietário.

Um dos fatores mais relevantes e muitas vezes subestimado, é a estratégia de marketing. Uma divulgação bem pensada, com recurso a fotografia e vídeo profissional, promoção nos principais portais imobiliários, redes sociais e base de dados de clientes, pode fazer toda a diferença. Um marketing assertivo atrai mais interessados, gera visitas qualificadas e encurta significativamente o tempo até à concretização do negócio.

O papel do consultor passa por enquadrar o imóvel na realidade da zona, apresentar dados concretos, como o tempo médio de venda na localização em questão e mostrar como a estratégia certa pode acelerar o processo. Mais do que prever um prazo exato, o importante é demonstrar conhecimento do mercado e uma abordagem personalizada para otimizar o tempo de venda ou compra.

Na maioria das vezes, quem se prepara para vender ou comprar um imóvel tem uma ideia vaga do processo, e isso pode gerar dúvidas, inseguranças ou até más decisões. Cabe ao consultor esclarecer todo o percurso, passo a passo, com linguagem acessível e sem rodeios.

Após a angariação do imóvel e a assinatura do contrato imobiliário, segue-se a recolha e verificação da documentação necessária, a avaliação de mercado e a preparação do imóvel para divulgação, que inclui fotografias profissionais, descrição apelativa e promoção multicanal.

No lado do comprador, o processo envolve a identificação das necessidades, a pesquisa direcionada de imóveis, as visitas e, quando há interesse, a apresentação de proposta de compra. A negociação é orientada pelo consultor, que assegura equilíbrio entre as partes e apoio em todas as decisões.
Após o acordo, avança-se para o contrato de promessa de compra e venda (CPCV), um compromisso legal entre vendedor e comprador e, posteriormente, para a escritura pública, momento em que a transação é formalizada e o imóvel muda oficialmente de proprietário.

O papel do consultor, ao longo de todo este processo, é garantir que nada falha: desde a documentação ao cumprimento de prazos, da negociação à coordenação com parceiros (advogados, bancos, notários). Quando o cliente percebe que está acompanhado em todas as fases, sente confiança e tranquilidade. E é isso que faz do processo apoiado por um especialista, uma experiência diferenciadora.

Uma das maiores preocupações de quem vende ou compra uma propriedade, está relacionada com os custos adicionais ao valor do imóvel. Por isso, é essencial que o consultor saiba explicar com total clareza quais são essas despesas, evitando surpresas desagradáveis ao longo do processo.

Para o comprador, os custos incluem:
- IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis), que varia consoante o valor do imóvel e a sua finalidade (habitação própria ou secundária);
- Imposto do Selo, aplicado sobre a transação e, em caso de crédito, também sobre o valor do empréstimo;
- Escritura e registos, normalmente feitos no Cartório Notarial ou Casa Pronta, com valores variáveis;
- Despesas bancárias, no caso de financiamento, como comissão de dossier, avaliação bancária e/ou seguros obrigatórios.

Para o vendedor, o principal custo prende-se com a eventual mais-valia fiscal, caso se trate de um imóvel que não se destina a habitação própria permanente, ou se o lucro da venda não for reinvestido. Além disso, há que considerar a comissão de mediação imobiliária, acordada no momento da angariação e apenas devida em caso de sucesso do negócio.

A função do consultor é antecipar estes temas, esclarecer o cliente desde o primeiro momento e, sempre que necessário, encaminhá-lo para uma equipa de confiança, como contabilistas ou juristas da agência, para um aconselhamento mais específico. A transparência gera confiança, e essa é uma das chaves para uma relação duradoura.

Uma transação imobiliária bem-sucedida depende, entre outras coisas, da preparação e organização da documentação. Um consultor imobiliário conhece a lista de documentos obrigatórios e é capaz de explicar a sua importância, ajudando o cliente a reunir tudo com antecedência para evitar surpresas.

Para o vendedor, são geralmente necessários:
- Caderneta Predial Urbana, emitida pela Autoridade Tributária;
- Certidão Permanente do Registo Predial, que comprova a titularidade e eventuais encargos sobre o imóvel;
- Licença de Utilização, obrigatória para imóveis construídos após 1951;
- Certificado Energético, emitido por técnico certificado e obrigatório para venda ou arrendamento de um imóvel;
- Planta do imóvel, caso exista, muitas vezes solicitada para efeito de crédito ou análise técnica.

Para o comprador, embora o processo seja mais simples, é importante reunir:
- Documentos de identificação pessoal;
- Comprovativos de rendimentos, se recorrer a crédito bancário;
- Declaração de aceitação de crédito (caso aplicável);
- Procuração, se a compra for feita por representante legal.

Ao assumir este acompanhamento documental, o consultor não só facilita todo o processo, como também transmite profissionalismo, atenção ao detalhe e compromisso com a tranquilidade do cliente. E, como sabemos, isso faz toda a diferença.

Ao longo destas primeiras cinco questões, percebemos como o domínio do processo, da documentação e dos custos envolvidos é essencial para um consultor imobiliário prestar um serviço de excelência.

Mas há ainda muito mais a considerar. Na segunda parte deste artigo, vamos abordar as perguntas que mais testam a capacidade de comunicação, negociação e diferenciação no mercado. Aspetos que, quando bem trabalhados, transformam um consultor num verdadeiro parceiro de confiança.

E você, consegue explicar a um cliente porque está mesmo a fazer um bom negócio? Ou transmitir, de forma clara, o verdadeiro valor de trabalhar com uma equipa como a do Grupo RE/MAX Dragão?
Fique atento, em breve poderá ler mais sobre este tema.

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