Iniciar uma atividade na área do imobiliário é, para muitos, um passo entusiasmante, mas ao mesmo tempo exigente. Há muito para aprender, decisões a tomar e um ritmo de trabalho que nem sempre é evidente à primeira vista. Por isso, cometer erros, principalmente no início, não é sinal de falta de capacidade. É, muitas vezes, parte natural do processo.

O problema surge quando alguns dos erros se repetem e tornam o processo de arranque mais pesado do que o necessário. Criam ansiedade, dispersão, frustração e uma sensação de instabilidade que nem sempre está ligada ao mercado, mas sim à falta de método, orientação e clareza nos primeiros passos.

Uma boa notícia é que grande parte destes bloqueios podem ser evitados, ou corrigidos, com consciência e pequenas mudanças práticas. Neste artigo, reunimos os erros mais comuns de consultores iniciantes e, sobretudo, o que fazer para não ficar preso a eles. Porque, nesta área, quem evolui mais depressa não é quem nunca falha. É quem tem capacidade de se ajustar e aprender com intenção.

Antes de aprofundarmos estes erros, partilhamos uma visão geral dos erros que mais limitam nos primeiros meses de um novo consultor:

  1. Começar sem um plano nas primeiras semanas
  2. Confundir liberdade com improviso
  3. Prospeção por picos (só quando “precisa”)
  4. Falar excessivamente e ouvir pouco (não qualificar)
  5. Follow-up sem organização e sem consistência
  6. Dizer “sim” a tudo para não perder oportunidades
  7. Trabalhar isolado e não usar a estrutura disponível
  8. Ignorar o digital: marketing, IA e reputação online

Para tornar a leitura mais prática, agrupamos esta lista de erros em três áreas:

  • Mentalidade: influencia a forma como começa, reage e se mantém consistente.
  • Método: determina se o esforço diário se transforma ou não em resultados.
  • Posicionamento: impacta a confiança que transmite e a forma como se diferencia no mercado.

No início, é muito comum querer resultados rápidos. A energia é grande, a vontade de provar que “vai dar certo” também, e isso leva muitos consultores a começarem sem refletir sobre um plano mínimo para as primeiras semanas. O problema é que, sem direção, instala-se facilmente a ansiedade: trabalha-se muito, reage-se a tudo e começa-se a negociar com pressa, como se cada oportunidade tivesse de ser resolvida no imediato.

A isto junta-se outro erro típico: confundir liberdade com ausência de método. Autonomia é uma vantagem enorme, mas sem prioridades e rotinas, transforma-se em dispersão. E quando a cabeça está ocupada com urgências, sobra pouco espaço para pensar com clareza, decidir melhor e construir consistência.

Também faz parte desta fase inicial o receio da rejeição e das objeções. Muitos “nãos” não são, necessariamente, falhas pessoais, são parte do processo. O problema surge quando o consultor leva tudo para o lado emocional e começa a evitar a prospeção, a baixar o ritmo ou a desistir cedo demais. A resiliência, aqui, não é “aguentar”, é manter a confiança e continuar com intenção.

Neste grupo, há ainda um erro silencioso que atrasa muitos consultores: tentar fazer tudo sozinho. A fase inicial não é a altura adequada para se isolar. Esta é uma fase para aprender, pedir feedback, observar quem já tem mais experiência e resultados e usar a estrutura disponível para encurtar a curva de aprendizagem. Quem se apoia mais, evolui mais depressa e com menos desgaste.

Se a mentalidade dá direção, o método dá consistência. E é aqui que muitos consultores iniciantes sentem a maior diferença entre “estar a trabalhar” e “estar a construir resultados”.

Um dos erros mais comuns é a prospeção por picos. Há dias em que se faz muito, outros em que se faz pouco ou nada, normalmente quando aparece uma visita, uma negociação ou quando o cansaço emocional aumenta. O problema é que o funil de negócio não se constrói sozinho. Quando a prospeção não é regular, o consultor entra num ciclo de stress: hoje corre atrás, amanhã falta-lhe a matéria-prima.

A isto junta-se a falta de domínio da zona e do mercado. Não se trata de saber “tudo”, mas de criar bases: conhecer o tipo de produto, os perfis de procura, os argumentos de valorização e os pontos fortes e fracos da sua zona de atuação. Sem esse conhecimento, o discurso perde segurança e o consultor fica mais vulnerável a objeções, porque não consegue contextualizar e orientar com clareza.

Outro bloqueio muito frequente é o follow-up desorganizado. Muitos contactos até existem, mas ficam perdidos: sem registo, sem próxima ação, sem consistência no acompanhamento. E no imobiliário, a oportunidade raramente acaba no primeiro “não”, termina quando deixa de haver seguimento. Um sistema simples (agenda, CRM, lista organizada) faz mais diferença do que parece.

Mas nesta sequência há ainda um erro de método que costuma vir mascarado de boa vontade: dizer “sim” a tudo. Aceitar todos os clientes, todas as tarefas e todas as urgências cria uma agenda caótica e retira foco ao que realmente faz avançar. Método é também saber priorizar: escolher o que merece tempo, energia e atenção para proteger a qualidade do trabalho e a consistência dos resultados.

No princípio, é fácil cair num posicionamento que não ajuda, tentar “vender” em vez de orientar. Isso acontece quando o consultor fala bastante em vez de centrar a atenção no que lhe é transmitido, entra rapidamente em explicações e soluções, não dedicando tempo suficiente a compreender e qualificar o cliente. Sem boas perguntas, sem escuta ativa e sem diagnóstico, a confiança demora mais a surgir e o processo fica mais vulnerável a objeções, indecisões e comparações.

Um consultor que se posiciona como especialista não é o que tem todas as respostas de imediato. É o que sabe fazer as perguntas certas, clarificar prioridades e ajudar o cliente a tomar decisões com segurança. É aí que a profissão se diferencia: menos discurso, mais orientação.

O outro erro de posicionamento, cada vez mais comum, é ignorar o digital. Hoje, muitos clientes validam o consultor antes mesmo de o contactar. Se não existe presença mínima, consistência na comunicação e uma imagem cuidada, perde-se credibilidade, mesmo que o trabalho seja bom. E aqui não se trata de “estar nas redes por estar”, mas de transmitir confiança, profissionalismo e proximidade.

Além disso, ferramentas de apoio, como soluções de automatização e IA, já fazem parte do mercado. Quem as ignora perde tempo, eficiência e capacidade de se focar no que realmente importa: as pessoas, a relação e a negociação. O digital não substitui o consultor, mas pode ajudá-lo a trabalhar melhor e a diferenciar-se mais depressa.

Quando se dá início a uma nova atividade é expectável que nem tudo corra na perfeição. Mas o que faz a diferença é a disponibilidade de corrigir rapidamente, ganhar método e não tentar fazer o caminho sozinho. Porque a maior parte dos bloqueios dos primeiros meses não está na falta de capacidade, mas na falta de orientação, de consistência e de uma estrutura que ajude a transformar esforço em resultados.

É aqui que o Grupo RE/MAX Dragão se destaca. Com uma equipa experiente, disponível e focada no crescimento dos seus consultores, o Grupo oferece uma base sólida de apoio, acompanhamento e partilha, construída com anos de prática, método e consistência. Um ambiente onde aprende mais depressa, evita erros repetidos e ganha confiança para evoluir com direção.

No Grupo Nº 1 do Norte, o seu potencial encontra a estrutura ideal para crescer com segurança e consistência. Porque quando existe apoio adequado, o início deixa de ser um salto no incerto e passa a ser o primeiro passo de uma carreira com futuro.

Se está a começar, ou a pensar iniciar uma carreira imobiliária, este pode ser o momento para o fazer com quem tem a estrutura para o acompanhar e está pronto para o apoiar com propósito e ambição.

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